O relógio não marcava nem 7h do último dia 12 e o caos já estava instaurado na Avenida Tomaz Gonzaga, em Pernambués. Uma fumaça preta subia e tomava conta do céu, anunciando para quase toda a cidade que o dia seria de transtorno na região. E foi. Teve fogo, congestionamento e quase dez horas com problemas no fornecimento de energia elétrica, telefonia e internet. O causador de tudo isso foi um dos mais de 4 milhões de postes da Coelba Neoenergia.
A poucos metros de distância, um outro poste já tinha sido motivo de transtorno para moradores da região há exatos seis meses antes. Os episódios não têm nada de coincidência e carregam uma distância temporal até longa quando comparados aos números desse tipo de incidente. Só no ano passado, Salvador teve praticamente um incêndio por dia nos postes da cidade: cerca de 25 ocorrências por mês foram registradas pelo Corpo de Bombeiros.
No final do ano passado, após episódios como esses de Pernambués, o Ministério Público da Bahia (MP-BA) chegou a entrar com uma ação contra a Coelba e operadoras de telefonia que atuam no estado, para que elas fossem obrigadas a reestruturar essas instalações. Não adiantou muito. Semanas depois, dias antes do Natal, uma família perdeu a casa com um incêndio na fiação de um poste em Campinas de Pirajá. O casal havia se mudado há dois dias para o imóvel.
Fonte: Metro1