A atacante Cristiane detonou a participação do Brasil na Copa do Mundo Feminina. Em entrevista ao site Trivela, a jogadora reclamou da postura da Seleção, que se despediu da competição ainda na fase de grupos. A Amarelinha não sofria uma eliminação precoce há 28 anos, desde 1995.
Principal ausência na convocação da técnica Pia Sundhage, Cristiane criticou a ‘passividade’ da equipe diante da Jamaica, pela 3ª rodada. O Brasil precisava de apenas um gol de avançar para o mata-mata, mas não fez sua parte e deu adeus ao torneio com o empate em 0x0. A camisa 11 disse que, se tivesse sido chamada para o Mundial, ia fazer “o pau torar” no vestiário.
“A passividade, principalmente a que a comissão técnica teve na beira do campo… Isso me irritou muito num nível, sabe? É por isso que eu não estava lá, porque a minha reação não ia ser aquela”, disse Cristiane.
“Se eu estivesse lá, o pau ia torar no vestiário. Eu não sou assim, essa pessoa passiva, de só aceitar que está saindo fora da maior competição que existe no planeta de boa. Eu estou muito brava”
A atacante do Santos ainda chamou a queda precoce de “vergonhosa” e deu um panorama alarmante. Para ela, o resultado trará danos ao futebol feminino no Brasil.
“Eu não sei se as pessoas têm noção do quanto foi grave essa eliminação. Acho que as pessoas ainda não se ligaram da gravidade, do que foi ter saído da Copa do Mundo dessa maneira. É extremamente vergonhoso”, afirmou.
“É inaceitável, por tudo o que foi construído em todos os anos na seleção brasileira e também por tudo o que foi dado agora [nesta edição] que foi bem mais do que em 2019, quando a gente foi para a Copa. (…) Em aspecto de campeonato que a gente tem hoje, de competitividade que a gente tem hoje dentro do país, de patrocínio, de marketing, de lado financeiro… [O Brasil] tinha que ter ido mais longe”, opinou a atacante.
Para a jogadora, é preciso sonhar alto durante uma competição do porte da Copa do Mundo, sem levar em consideração favoritismos ou posição no ranking de seleções da Fifa. “A gente tem essa mania de pensar que o Brasil ir até as oitavas está bom. Não! Você tem que imaginar grande, você não pode entrar num torneio e falar que vai ficar em 3º lugar. Não pode entrar achando que vai cair nas quartas”, reclamou.