O Esporte Clube Bahia se envolveu em uma polêmica nesta terça-feira (13) após a divulgação de uma mensagem de cunho político no canal oficial do clube no WhatsApp. A publicação, feita na noite de segunda-feira (12), manifestava apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e fazia críticas a Alfredo Gaspar (PL), candidato a vice-presidente na chapa de Flávio Bolsonaro.
Segundo o Bahia, a postagem ocorreu por engano durante o gerenciamento das redes sociais da instituição. O conteúdo foi removido depois que o erro foi identificado.
Bahia explica publicação
Em comunicado, o clube informou que o funcionário responsável pela administração das redes sociais utilizava o mesmo aparelho para gerenciar os perfis institucionais e sua conta pessoal. No momento da publicação, ele teria selecionado indevidamente o perfil oficial do Tricolor.
O Bahia afirmou que a mensagem não representa o posicionamento institucional e reforçou seu compromisso com uma comunicação independente de manifestações político-partidárias.
Mensagem citava acusação contra candidato a vice
A imagem compartilhada fazia referência a uma acusação de violência sexual contra uma adolescente de 13 anos envolvendo Alfredo Gaspar. A publicação questionava a escolha do parlamentar para compor a chapa de Flávio Bolsonaro e terminava com a frase “Em defesa das crianças, Lula 13”.
Gaspar nega a acusação. O pedido de investigação sobre o caso foi arquivado pelo ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), em 6 de outubro, após manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR), que apontou falta de elementos suficientes para justificar a abertura de investigação.
Publicação pode ser analisada pela Justiça Eleitoral
A divulgação de propaganda eleitoral em canais institucionais de pessoas jurídicas pode configurar irregularidade, conforme a legislação eleitoral brasileira.
O artigo 57-C da Lei das Eleições proíbe a veiculação de propaganda eleitoral na internet em páginas de pessoas jurídicas, com ou sem fins lucrativos. A legislação prevê multa de R$ 5 mil a R$ 30 mil para infrações previstas no dispositivo.
Uma eventual penalidade contra o clube, entretanto, dependerá da análise das circunstâncias do caso e de decisão da Justiça Eleitoral.
Até o momento, o Bahia atribui o episódio a um erro operacional e sustenta que a mensagem divulgada não representa sua posição institucional.







