A Prefeitura de Salvador está acompanhando os possíveis impactos que a construção da Ponte Salvador-Itaparica poderá provocar no trânsito da capital, especialmente na Cidade Baixa e nos principais corredores de ligação com a região central. O secretário municipal de Mobilidade, Pablo Souza, informou que estudos técnicos foram solicitados para avaliar a necessidade de intervenções viárias antes da implantação do novo equipamento.
Segundo o titular da Semob, a preocupação envolve não apenas o ponto de chegada da ponte, na região do Comércio, mas também os reflexos no fluxo de veículos em importantes vias da cidade. A análise deve considerar o trajeto entre a Via Expressa e a região da Avenida Tancredo Neves e do Shopping da Bahia, um dos principais centros comerciais e financeiros de Salvador.
Um dos estudos solicitados à Concessionária Ponte Salvador-Itaparica, responsável pelo sistema viário, deverá medir o impacto da nova demanda de veículos e apontar eventuais obras complementares. Entre os locais que merecem atenção está a região da Estrada da Rainha, considerada estratégica para o escoamento do trânsito.
A Semob também aguarda informações técnicas mais detalhadas sobre os efeitos da chegada da ponte ao Comércio. Para a gestão municipal, a avaliação precisa considerar a soma de diferentes demandas existentes e futuras na Cidade Baixa.
Atualmente, a região já enfrenta alterações provocadas pelas obras do VLT. Além disso, concentra circulação de ônibus, atividades da área portuária, fluxo de turistas durante a temporada de cruzeiros e o movimento diário de importantes equipamentos, como a Feira de São Joaquim.
Pablo Souza reconheceu que as intervenções em andamento têm causado transtornos aos moradores da Cidade Baixa e afirmou que as reclamações da população são legítimas. O secretário ressaltou, entretanto, que grandes obras costumam gerar impactos temporários durante sua execução, enquanto os benefícios permanecem após a conclusão.
Apesar das diferenças políticas entre as administrações municipal e estadual, o secretário afirmou que existe diálogo técnico entre Prefeitura e Governo do Estado sobre os projetos de mobilidade. A orientação, segundo ele, é manter as questões políticas separadas das discussões relacionadas às necessidades da cidade.
Com a previsão de implantação de grandes equipamentos de infraestrutura na região, o município pretende utilizar os estudos para antecipar possíveis gargalos e definir medidas capazes de reduzir os impactos sobre o trânsito, sobretudo na Cidade Baixa e nas conexões com outras áreas de Salvador.











