{"id":5915,"date":"2023-11-16T11:23:39","date_gmt":"2023-11-16T14:23:39","guid":{"rendered":"https:\/\/cidadebaixaonline.com.br\/?p=5915"},"modified":"2023-11-16T11:23:41","modified_gmt":"2023-11-16T14:23:41","slug":"pretos-foram-95-do-mortos-pela-policia-na-bahia-em-2022-aponta-estudo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cidadebaixaonline.com.br\/index.php\/2023\/11\/16\/pretos-foram-95-do-mortos-pela-policia-na-bahia-em-2022-aponta-estudo\/","title":{"rendered":"Pretos foram 95% do mortos pela pol\u00edcia na Bahia em 2022, aponta estudo"},"content":{"rendered":"\n<p>Dos 1.465 mortos pela pol\u00edcia baiana em 2022, os pretos foram 94,76%. O dado consta no boletim \u201cPele alvo: a bala n\u00e3o erra o negro\u201d da Rede de Observat\u00f3rios de Seguran\u00e7a, publicado nesta quinta-feira (16). De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlios (Pnad) do mesmo ano, esse grupo representa 80,80% da popula\u00e7\u00e3o na Bahia.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>No ano passado, a Bahia pela primeira vez, chegou ao topo do ranking dos estados que mais matam pela a\u00e7\u00e3o de agentes de seguran\u00e7a, segundo dados do F\u00f3rum Brasileiro de Seguran\u00e7a P\u00fablica monitorados pela Rede de Observat\u00f3rios. Entre 2015 (quando o estado registrou 354 mortes) e 2022, houve um aumento de 300% nessa taxa de letalidade, que atingiu principalmente a popula\u00e7\u00e3o negra. Os jovens de 18 a 29 anos representam 74,21% das v\u00edtimas.<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 quatro anos a Rede de Observat\u00f3rios monitora as informa\u00e7\u00f5es sobre a cor da letalidade causada por a\u00e7\u00e3o policial a partir dos dados obtidos junto \u00e0s secretarias estaduais de seguran\u00e7a p\u00fablica via Lei de Acesso \u00e0 Informa\u00e7\u00e3o (LAI). Nesta edi\u00e7\u00e3o, al\u00e9m da Bahia, s\u00e3o avaliados os n\u00fameros e registros de Cear\u00e1, Maranh\u00e3o, Par\u00e1, Pernambuco, Piau\u00ed, Rio de Janeiro e S\u00e3o Paulo.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c\u00c9 importante ressaltar que a Bahia \u00e9 o estado que mais justifica suas opera\u00e7\u00f5es policiais baseado na ideia de \u201cguerra \u00e0s drogas\u201d \u2013 vitimando a popula\u00e7\u00e3o majoritariamente negra e da periferia, como tamb\u00e9m os agentes de seguran\u00e7a que s\u00e3o negros, em sua maioria, mas atuam na ponta de lan\u00e7a de uma pol\u00edtica falida. Esse contexto de morte como pol\u00edtica de Estado financia e colabora com o genoc\u00eddio da juventude negra diariamente\u201d, diz Larissa Neves, pesquisadora do Observat\u00f3rio da Bahia.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cVisto que o uso de \u2018for\u00e7a m\u00e1xima\u2019 em conten\u00e7\u00f5es de crises de seguran\u00e7a p\u00fablica em Salvador, mais especificamente em territ\u00f3rios negros da cidade, s\u00e3o recorrentes, as opera\u00e7\u00f5es policiais n\u00e3o chegam a fundo no problema e a prioridade acaba n\u00e3o sendo a vida das pessoas\u201d, complementa.<\/p>\n\n\n\n<p>Apenas Salvador registrou a morte de 438 pessoas, sendo 394 (89,95%) negras. A 115 quil\u00f4metros de dist\u00e2ncia, foram lavradas mais 86 v\u00edtimas em Feira de Santana e, a apenas a 41 quil\u00f4metros de dist\u00e2ncia da capital, em Cama\u00e7ari, outras 43 v\u00edtimas, sendo esses os tr\u00eas munic\u00edpios com o maior n\u00famero de casos na Bahia.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>PELE ALVO<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O novo boletim revela que a cada quatro horas uma pessoa negra foi morta, em 2022, pela pol\u00edcia nos oito estados monitorados pela Rede de Observat\u00f3rios da Seguran\u00e7a, sendo eles: Bahia, Cear\u00e1, Maranh\u00e3o, Par\u00e1, Pernambuco, Piau\u00ed, Rio de Janeiro e S\u00e3o Paulo.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>Considerando os dados oficiais sobre ra\u00e7a e cor dispon\u00edveis, eram negros 87,35% (ou 2.770 pessoas) dos mortos por agentes de seguran\u00e7a estaduais no ano passado. Como nos estudos anuais anteriores, o novo monitoramento demonstra o alto e crescente n\u00edvel da letalidade causada pela pol\u00edcia a pessoas negras.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cS\u00e3o quatro anos de estudo e nos causa perplexidade e inquieta\u00e7\u00e3o observar que o n\u00famero de negros mortos pela viol\u00eancia policial representa a imensa maioria de um total elevado de v\u00edtimas\u201d, diz a cientista social Silvia Ramos, coordenadora da Rede de Observat\u00f3rios. \u201cAinda lidamos com uma pr\u00e1tica de negligenciamento do perfil dos mortos por agentes de seguran\u00e7a, fato que impacta diretamente no desenvolvimento de pol\u00edticas p\u00fablicas que possam mudar essa realidade e efetivamente trazer seguran\u00e7a para toda a popula\u00e7\u00e3o\u201d, completa.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesta quinta (16), para marcar o lan\u00e7amento do boletim Pele Alvo: a bala n\u00e3o erra o negro, a Rede de Observat\u00f3rios promover\u00e1 uma mesa de debate, \u00e0s 14h00 no Audit\u00f3rio Milton Santos do Centro de Estudos Afro-Orientais da Universidade Federal da Bahia (Ceao\/UFBA).<\/p>\n\n\n\n<p>Fonte: Bahia Not\u00edcias <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dos 1.465 mortos pela pol\u00edcia baiana em 2022, os pretos foram 94,76%. 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