{"id":3247,"date":"2023-08-21T11:06:36","date_gmt":"2023-08-21T14:06:36","guid":{"rendered":"https:\/\/cidadebaixaonline.com.br\/?p=3247"},"modified":"2023-08-21T11:06:38","modified_gmt":"2023-08-21T14:06:38","slug":"alcool-causou-1245-internacoes-a-cada-100-mil-habitantes-em-2021","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cidadebaixaonline.com.br\/index.php\/2023\/08\/21\/alcool-causou-1245-internacoes-a-cada-100-mil-habitantes-em-2021\/","title":{"rendered":"\u00c1lcool causou 124,5 interna\u00e7\u00f5es a cada 100 mil habitantes em 2021"},"content":{"rendered":"\n<p>Socialmente aceit\u00e1vel e estimulado, a forma como lidamos com o consumo de bebidas alco\u00f3licas torna o \u00e1lcool uma droga quase silenciosa. E n\u00e3o \u00e9 apenas o v\u00edcio que traz danos, o consumo excessivo e extrapolado, mesmo que eventualmente, \u00e9 naturalizado e altamente prejudicial. De acordo com a pesquisa \u2018\u00c1lcool e a Sa\u00fade dos Brasileiros: Panorama 2023\u2019, do Centro de Informa\u00e7\u00f5es sobre Sa\u00fade e \u00c1lcool (CISA), a taxa de interna\u00e7\u00f5es na Bahia atribu\u00edveis ao \u00e1lcool em 2021 foi de 124,5 por 100 mil habitantes, enquanto a taxa de \u00f3bitos foi de 35,3. <\/p>\n\n\n\n<p>\u201cPara se ter ideia, cerca de 18% dos brasileiros exageram na ingest\u00e3o de \u00e1lcool\u201d, aponta a soci\u00f3loga e coordenadora do CISA, Mariana Thibes. E quando esse consumo excessivo se torna frequente, o pr\u00f3ximo passo pode ser o alcoolismo. \u201cTrata-se de uma doen\u00e7a cr\u00f4nica e multifatorial, onde a quantidade e frequ\u00eancia de uso do \u00e1lcool e a condi\u00e7\u00e3o de sa\u00fade do indiv\u00edduo contribuem para o seu desenvolvimento, al\u00e9m de fatores gen\u00e9ticos, psicossociais e ambientais\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 sete anos frequentando o Alco\u00f3licos An\u00f4nimos (AA), Maria Eduarda (nome fict\u00edcio), conta que dava uma de \u2018desbloqueada\u2019 para bebidas de todo tipo. Os problemas que isso gerava eram variados, desde a n\u00e3o conclus\u00e3o dos estudos at\u00e9 a falta de estrutura familiar, uma vez que sempre entrava e saia de relacionamentos. \u201cFiquei irrespons\u00e1vel. N\u00e3o conseguia cumprir nem com compromissos pequenos, sempre passando do hor\u00e1rio ou de ressaca. Bastava uma dose de qualquer bebida para que eu desviasse o caminho\u201d, conta.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cN\u00e3o posso relaxar, a recupera\u00e7\u00e3o \u00e9 cont\u00ednua e por isso agrade\u00e7o muito o apoio que tenho na irmandade do AA. O primeiro passo sempre \u00e9 reconhecer o problema\u201d, afirma M\u00aa Eduarda.<\/p>\n\n\n\n<p>Jos\u00e9 Augusto (nome fict\u00edcio), membro do AA da Bahia, explica que uma das facilidades no v\u00edcio est\u00e1 no fato do \u00e1lcool ser uma droga que d\u00e1 um al\u00edvio r\u00e1pido.&nbsp; \u201cN\u00e3o h\u00e1 uma cura real para, por isso \u00e9 muito importante que a pessoa procure ajuda profissional\u201d, diz.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cPosso me recuperar do alcoolismo, mas n\u00e3o posso s\u00f3. Por isso o papel do AA \u00e9 muito importante nessa recupera\u00e7\u00e3o, pois \u00e9 um grupo terap\u00eautico e de autoajuda. S\u00e3o as trocas e\u00a0 conversas que nos ajudam a manter a sobriedade\u201d, explica.<\/p>\n\n\n\n<p>O consumo de \u00e1lcool e o que leva a pessoa a se tornar alco\u00f3latra \u00e9 algo extremamente complexo, salienta o psic\u00f3logo e psicanalista Antonio Neto Adorno. \u201cDesde abusos e hist\u00f3rico alco\u00f3latra na fam\u00edlia, at\u00e9 eventos espec\u00edficos que acontecem na vida da pessoa, podem desencadear o v\u00edcio. O \u00e1lcool \u00e9 um escape, uma muleta que a pessoa se apoia pelos mais variados motivos. Como qualquer outra droga, a depend\u00eancia n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 qu\u00edmica, mas tamb\u00e9m psicol\u00f3gica, gerando uma depend\u00eancia\u201d, enfatiza Adorno.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O alcoolismo pode levar a pessoa a ter doen\u00e7as hep\u00e1ticas &#8211; como cirrose e c\u00e2ncer,\u00a0 &#8211; assim como levar a pessoa \u00e0 desnutri\u00e7\u00e3o, doen\u00e7as cerebrais e neurol\u00f3gicas, explica o nutr\u00f3logo, cirurgi\u00e3o geral e chefe da divis\u00e3o de Gest\u00e3o do Cuidado do Hospital Universit\u00e1rio Professor Edgard Santos (Hupes-UFBA), Rodrigo Pimentel. \u201cO perfil do alco\u00f3latra \u00e9 extremamente variado, acometendo todas as classes sociais e ra\u00e7as. O \u00e1lcool estimula \u00e1reas do c\u00e9rebro que entregam uma falsa sensa\u00e7\u00e3o de prazer\u201d, explica.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Socialmente aceit\u00e1vel e estimulado, a forma como lidamos com o consumo de bebidas alco\u00f3licas torna o \u00e1lcool uma droga quase silenciosa. E n\u00e3o \u00e9 apenas o v\u00edcio que traz danos, o consumo excessivo e extrapolado, mesmo que eventualmente, \u00e9 naturalizado e altamente prejudicial. 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